quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Minha filha, minha oportunidade de ser melhor.

O melhor de se ter um filho é a oportunidade de poder se rever por intermédio das atitudes dele, dia após dia...

Nas feições e no temperamento que vai se formando, percebemos o melhor de nós e também o pior e é de dar medo!

Dizem por aí “que o fruto não cai longe do pé”. E, hoje, certa disto, minha preocupação consiste em garantir à minha filha somente o melhor de mim.

As crianças assimilam tudo à sua volta, sobretudo nossas atitudes, comportamentos, expressões e estado de espírito. E isto é tão verdadeiro que basta nos olharmos no espelho para concluirmos o quanto somos parecidos com nossos próprios pais e o quanto o exemplo deles nos influenciaram positiva ou negativamente.

Penso muito sobre a responsabilidade de encaminhar bem a minha filha. O exemplo é, de fato, o maior legado de uma criação infantil. E, ciente disso... Como agir de modo a ser percebida como um exemplo digno? E como saber se nossa maneira de ser precisa de reparos?

Seguramente não sei a resposta, mas acredito que um bom começo passa pelo respeito às necessidades das pessoas que estão ao nosso redor. Considerar o outro como gostaríamos de ser considerados, em meus sonhos, é premissa básica para a construção de pessoas melhores.

Isabel Alexandrino

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Coisas que eu descobri...

A vida inteira acreditei que se algum dia tivesse um filho que deveria criá-lo rigorosamente dentro da minha realidade. Minha opção entre creche e babá sempre foi pela creche. Sempre dediquei, no mínimo, umas 10 horas ao meu trabalho e por isso precisava encontrar uma creche de muita confiança, principalmente porque o trânsito em São Paulo é imprevisível e poderia chegar atrasada algum dia para pegá-lo. Sempre achei que seria muito cruel deixar um bebê tão pequeno tanto tempo na creche, mas que alternativa eu teria? Minha ausência poderia ser ruim para o desenvolvimento do meu bebê, mas, certamente, o compensaria com muito amor nos finais de semana e tudo ficaria bem.
Quanta pretensão...
Minha filha nasceu e imediatamente percebi que o vínculo que se formou entre nós jogou por terra tudo que sempre acreditei.
Ficamos juntas os quatro meses da licença maternidade e me senti profundamente incomodada por ter que deixá-la na creche para voltar a trabalhar. Para aliviar a imensa culpa que me rondava procurei por um ambiente onde minha filha tivesse atenção exclusiva, que me sugerisse total segurança e que ainda me permitisse estar com ela em imagens via internet.
Encontrei um lugar maravilhoso... Beatriz nunca estranhou e desde muito cedo se sentiu feliz e confiante e eu menos dolorida.
Minha primeira descoberta...
Não devemos procurar um lugar para deixar nossos filhos só porque precisamos voltar a trabalhar. Devemos, sobretudo, procurar um lugar que se identifique com os nossos propósitos e valores, pois, desta forma, o bebê se sentirá mais pertinho de casa.
Minha segunda e mais importante descoberta...
A interdependência entre mim e minha filha se fez naturalmente, até que um dia compreendi o quão inocente fui por acreditar que ela sentiria minha falta...
Bia já está com 1 ano e 2 meses. Cresce feliz e transforma tudo em grandes descobertas. Está ocupada em viver.
E assim tudo se inverteu... Hoje tenho certeza de que a necessidade de presença é muito mais minha do que dela.

Isabel Alexandrino

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Razões para escrever um Blog.

Hoje fui convencida por uma amiga a criar um Blog.
Fiquei empolgada com a possibilidade de compartilhar alguns pensamentos e, sobretudo, de perpetuá-los para minha doce Beatriz...
Escrever meus pensamentos seria garantir à minha filha a oportunidade se reencontrar no tempo.
Então decidi começar, pois quando se vive um filho o tempo não colabora, escapa pelas mãos e a memória nos trai. Ao fecharmos os olhos tentamos desesperadamente rever todos os momentos, mas é inevitável que muitos já não se tenham fixado.
Relatar meus pensamentos e percepções seria também poder certificar os meus atos em favor da criação da minha filha e compartilhá-los com outras pessoas me daria a chance de perceber que, por melhor que sejam as nossas intenções, o caminho escolhido pode estar errado. E quem, em sã consciência, não receia errar na criação do seu filho e amargar junto com ele as conseqüências?
Beatriz é a melhor parte de mim e minha maior causa de proteção e este Blog é dedicado ao futuro dela.

Isabel Alexandrino