terça-feira, 15 de setembro de 2009

Coisas que eu descobri...

A vida inteira acreditei que se algum dia tivesse um filho que deveria criá-lo rigorosamente dentro da minha realidade. Minha opção entre creche e babá sempre foi pela creche. Sempre dediquei, no mínimo, umas 10 horas ao meu trabalho e por isso precisava encontrar uma creche de muita confiança, principalmente porque o trânsito em São Paulo é imprevisível e poderia chegar atrasada algum dia para pegá-lo. Sempre achei que seria muito cruel deixar um bebê tão pequeno tanto tempo na creche, mas que alternativa eu teria? Minha ausência poderia ser ruim para o desenvolvimento do meu bebê, mas, certamente, o compensaria com muito amor nos finais de semana e tudo ficaria bem.
Quanta pretensão...
Minha filha nasceu e imediatamente percebi que o vínculo que se formou entre nós jogou por terra tudo que sempre acreditei.
Ficamos juntas os quatro meses da licença maternidade e me senti profundamente incomodada por ter que deixá-la na creche para voltar a trabalhar. Para aliviar a imensa culpa que me rondava procurei por um ambiente onde minha filha tivesse atenção exclusiva, que me sugerisse total segurança e que ainda me permitisse estar com ela em imagens via internet.
Encontrei um lugar maravilhoso... Beatriz nunca estranhou e desde muito cedo se sentiu feliz e confiante e eu menos dolorida.
Minha primeira descoberta...
Não devemos procurar um lugar para deixar nossos filhos só porque precisamos voltar a trabalhar. Devemos, sobretudo, procurar um lugar que se identifique com os nossos propósitos e valores, pois, desta forma, o bebê se sentirá mais pertinho de casa.
Minha segunda e mais importante descoberta...
A interdependência entre mim e minha filha se fez naturalmente, até que um dia compreendi o quão inocente fui por acreditar que ela sentiria minha falta...
Bia já está com 1 ano e 2 meses. Cresce feliz e transforma tudo em grandes descobertas. Está ocupada em viver.
E assim tudo se inverteu... Hoje tenho certeza de que a necessidade de presença é muito mais minha do que dela.

Isabel Alexandrino

6 comentários:

  1. Bel, como você escreve bem, deveria escrever um livro. Já estou apaixonada pelo blog!! Que bom que Deus te deu a benção de conceber um filho, não poderia acontecer algo melhor e mais especial em nossas vidas.Parabéns. Bj.

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  2. Kau,

    Beatriz foi mesmo uma benção na minha vida, assim como você e muitos que tenho em consideração. Obrigada pelo carinho.

    Bjs,
    Bel

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  3. Que delicia!!!!

    Ler o que você escreveu é realmente muito bom, um exemplo, tem um conteúdo muito consciente do que é ser mãe e docente destas figurinhas, que fazem parte de um futuro com mais amor e mais humano.

    Parabens!!
    Te adimiro muito!!
    Bjs
    Tania Will

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  4. Tânia..
    Tenho tanto respeito por você e também sei que faz parte do clube da mães que sonham com tempos mais éticos para nossos filhos...
    Obrigada pelo carinho.
    Bel

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  5. Bel,

    Vc disse uma verdade, a necessidade de presença é muito mais nossa do que deles.

    A minha filha está com sete anos, está crescendo muito rápido, como o tempo passa, parece que foi ontem que ela nasceu.

    Sou completamente apaixonado por ela, p/ quem não tem filhos ainda, eu recomendo.

    Beijos,

    Edgar Gonçalves

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  6. Edgar,
    Somente hoje vi seu comentário, obrigada.
    Depois de tudo que aconteceu fiquei meio ausente dos textos para Bia, mas em breve voltarei a me dedicar.
    Beijos,
    Bel

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